19 dezembro de 2017
Mudando sua percepção em relação aos engenheiros
 
Texto_Percepção de Engenheiros

Imagine um engenheiro. A maioria imaginará homens com lápis e calculadora em mãos. Essa é uma percepção que deve mudar, até porque ela está custando a atual indústria.

Não só o Brasil, mas o mundo precisa de mais engenheiros. Estamos em falta de novos talentos que impulsionem a próxima geração, que inspire pessoas e caminhos. Estamos enfrentando uma eminente falta de candidatos para ingressar na indústria da engenharia. Assim criamos uma alta demanda sem provisão suficiente, já que, enquanto formamos cerca de 40 mil engenheiros no ano, Rússia, Índia e China formam 190 mil, 220 mil e 650 mil, respectivamente.

Então, como enfrentar esse deficit de profissionais? Ao identificar a inexistência desses especialistas em ascensão, a indústria de engenharia autodiagnosticou um problema de imagem.

Com base em pesquisas e relatórios de 2007, que exploravam as atitudes e reações em relação à profissões, foi constatado muitos desfechos favoráveis a engenharia, que foi retratada como profissão altamente qualificada e procurada. Em resumo, é algo que exige disciplina e recompensas em doses saudáveis. Sem mencionar o fato de que é considerada uma profissão positiva e necessária no mundo todo, avançando para a ciência e resolução de problemas.

Até aí tudo bem, mas a mesma pesquisa aponta para um grande problema, as pessoas possuem uma compreensão limitada da engenharia. Além disso, a profissão ainda é retratada como algo masculino, para construtores e/ou arquitetos. Isso abafa a atratividade da engenharia e prejudica a pesquisa, que se beneficia da diversidade.

A boa notícia é que, nos 10 anos seguintes a esses relatórios, a engenharia está começando a reinventar sua imagem. Para iniciantes, tem havido um foco determinado na integração de mais mulheres nessa área. A mudança lenta do gênero começou enfaticamente com a nomeação de Naomi Climer como primeira presidente feminina do Institute for Engineering Technologies, localizado na Ingleterra. Desde que assumiu o cargo, Naomi encabeçou iniciativas para despertar o interesse pelas engenharias. O prêmio de Woman Engineer of the Year (Mulher Engenheira do Ano) foi um dos grandes gestos para demostrar a natureza inclusiva da engenharia no século XXI.

Mas isso não só uma questão feminina. Lidar com a identidade da engenharia em nível de base é tratado com seriedade. Isso começa com o entendimento do público sobre o que realmente é engenharia.

Além do escopo estreito de estrutura e construção, há uma falta de conhecimento sobre como a engenharia implica no dia a dia. A chave é engajar crianças na área e enfatizar sua importância de forma simples, utilizando tecnologias inovadoras e, claro, a internet. Demostrar a conquista de conhecimentos e habilidades de engenharia desempenha grande parte em mostrar o potencial e a atração.

A cultura pop está contribuindo com shows e eventos como Lego Masters e Big Life Fix, concursos que estimulam a criatividade e desenvolvimento de projetos. E, claro, personagens voltados para o lado científico presentes na televisão.

Uma abordagem inclusiva com amplos recursos. Aproveitamento da jovem engenhosidade. Feiras e eventos que celebrem a tecnologia e ciência. A engenharia está lentamente e constantemente projetando um envolvimento mais claro e saudável com o público.