14 maio de 2018
Casas inteligentes e cidades inteligentes: um vislumbre do futuro?
 

Conectadas a ambientes de aprendizagem, as casas do futuro são perfeitamente integradas à comunidade urbana ao redor.

O conceito de lar é pessoal. Para alguns, representa segurança e proteção. Para outros, é um lugar para fugir dos rigores da modernidade. No entanto, embora essas definições possam ser atemporais, as casas do futuro parecem estar conectadas a ambientes de aprendizado que são perfeitamente integrados à comunidade urbana ao seu redor.

Levar lixo para fora de casa e classificar a reciclagem, com certeza não está no topo da sua lista de hobbies. Essa é apenas uma das muitas tarefas que fazem parte da rotina doméstica. A menos que você viva em Songdo, na Coreia do Sul, onde resíduos domésticos são sugados diretamente da cozinha para uma central de triagem. Isso acontece por meio de uma rede subterrânea de tubos pneumáticos. Lá, é transformado em energia para a cidade ou é reciclado.

A construção de Songdo começou do zero em 2002. A cidade mostra o que é possível com planejamento urbano moderno e serve como um fascinante caso de teste na jornada em direção às cidades do futuro (próximo). Com 31% de crescimento anual no número de domicílios conectados nos EUA entre 2015 e 2017, uma revolução na vida urbana está chegando.

Mas como será e como uma casa inteligente se integra a uma cidade inteligente?

Potenciar esta revolução urbana requer energia, muita energia. Nenhuma cidade, inteligente ou não, pode sobreviver sem energia e, com 60% da população mundial que deve viver nas cidades até 2030, é essencial que as cidades sejam pró-ativas na resolução de seus desafios energéticos.

No entanto, são as mudanças no consumo de energia possibilitadas pelas cidades inteligentes é o que mais empolga. A era do big data fornece aos gerentes de infraestrutura e planejadores urbanos um tesouro de informações anônimas sobre o consumo de energia em tempo real em paisagens urbanas inteiras, como Berlim.

O futuro é aquele em que os alarmes inteligentes de fumaça e incêndio contatam automaticamente os serviços de emergência e alertam os moradores vizinhos. Esse tipo de manutenção preventiva se tornará cada vez mais comum, à medida que às residências inteligentes se tornam mais interligadas com cidades inteligentes.

Por exemplo, a mesma tecnologia de monitoramento de tubos usada para informar algum vazamento pode ser usada para avisar as autoridades locais sobre o surgimento de problemas com a rede de esgoto. O uso de tecnologia de monitoramento digital conectada para resolver problemas antes que eles se desenvolvam poderia economizar enormes quantias de dinheiro e evitar a interrupção frustrante da infraestrutura civil.

Big data torna a gestão, provisão e planejamento de serviços públicos em ambientes urbanos do futuro muito mais fáceis e econômicos para as autoridades locais, mas haverá perguntas inevitáveis sobre como os dados serão coletados, armazenados e interpretados. Também existe as questões de segurança, para que a infraestrutura das cidades do futuro não sejam deixadas em aberto para ataques cibernéticos. Aí que reside um dos maiores problemas quando nos lançamos na era das casas inteligentes.

Quem possui esses dados e quem mais tem acesso a eles? Se você vê essa perspectiva como uma inovação eletrizante, uma inovação inevitável ou precursor da distopia digital, você é quem decide.